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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Eventos e Festivais: Vem aí o Festival Maionese 2013




A produção independente alagoana tem sofrido um notável avanço nos últimos anos e em 2013, um dos maiores fatores de influência para esta afirmação, o Festival Maionese, chega à sua nona edição. O evento, que é referência no cenário musical alagoano acontece nos dias 08 e 09 de novembro, no Armazém Uzina, palco do festival pela segunda vez.



Fundado e consolidado em 2005 pelo Coletivo Popfuzz, que vem colecionando lugares de respeito na produção cultural independente de Alagoas, o Maionese reunirá, este ano, dezoito bandas em seus dois dias de realização, divididas nos mais variados estilos da música independente. A programação completa do festival ainda inclui um ciclo de oficinas, exposições e feira cultural no evento, além de ações sociais como o Maionese na Escola, que, depois de chegar com sucesso à uma comunidade escolar no bairro do Pontal da Barra em 2012, estará em sua segunda edição este ano.



Mais uma novidade para as atividades que antecedem o festival é que o ciclo de oficinas, ano passado divididas entre o teatro de arena, armazém 112 (local onde aconteceu o festival em 2012), e a própria sede do Coletivo Popfuzz, este ano ocorrerá inteiramente durante a programação oficial da XI Bienal Internacional do Livro de Alagoas, entre os dias 25 de outubro e 03 de Novembro de 2012. Entre as oficinas estão a de Cobertura Colaborativa, Redes Sociais, Produção Executiva para Audiovisual, Criação e Diagramação Para Cartazes e Flyers, além de outras 7 oficinas ministradas por membros do Popfuzz e viventes do Festival, vindos de várias partes do país.



Entre as atrações musicais está o trio carioca Autoramas: um dos mais bem sucedidos grupos independentes do Brasil. A cultuada banda punk capixaba, Mukeka Di Rato e o grupo psicodélico alagoano, Mopho. E um dos braços mais fortes do Coletivo Popfuzz, o selo musical Popfuzz Records, também aparece no festival, trazendo o show das bandas Lupe de Lupe (MG) Medialunas (RS) e Single Parents (SP).



Este ano, o público dispõe de uma maior quantidade de pontos de venda dos ingressos do festival na cidade. Eles já estão disponíveis no Botequim Paulista, Stúdio Poker, Mausoléu Rock Store, Aldeia dos Ventos do Maceió Shopping, Chilli Beans do Shopping Pátio Maceió, na Editora da UFAL e também na Sede do Coletivo Popfuzz, em Jacarecica.



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terça-feira, 19 de março de 2013

Festival de Teatro promove diversidade da linguagem ibero-americana








São Paulo – Começa hoje (18), no Memorial da América Latina, a sexta edição do Festival Ibero-Americano de Teatro (Festibero). Participam do evento 14 companhias de teatro de sete países: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, México, Espanha e Portugal. O ator Lima Duarte, que participa da abertura com o monólogo A Língua de Deus, baseado em textos de Padre Anchieta, Padre Vieira, Fernando Pessoa e Guimarães Rosa, receberá homenagem especial

“É um festival que, a todo ano, vem crescendo em termos de público e que tem um compromisso com a diversidade teatral. Por meio de uma programação representativa do universo latino-americano, juntando Portugal e Espanha, [o festival] procura trazer o que tem de bom por aí no meio teatral”, disse Luis Avelima, coordenador-geral do festival, em entrevista àAgência Brasil. Neste ano, há montagens da Argentina, Bolívia, do Chile, México, da Espanha, de Portugal e do Brasil.

As peças trazem uma diversidade de linguagens, de temas e de formas de apresentação, ressaltou Avelima. “O teatro é universal, mas cada país tem a sua técnica, sua forma de mostrar ou dizer temas que são universais. Os temas são variados. A Argentina, este ano, está tratando de coisas relacionadas a uma história muito recente do país, a ditadura. É uma peça (ADN-hijos sin nombre) que trata dessa relação das mães que perderam seus filhos ou dos filhos que perderam suas mães na ditadura argentina. Uma (a peça La Muerte de un Actor), da Bolívia, trata de questões relacionadas com a vida do ator, de um cara que nasceu no palco, como ele sobrevive”, acrescentou.

Entre os destaques estão também: Pedro de Valdivia: La Gesta Inconclusa, do Chile, uma dramatização das cartas do conquistador chileno e a resistência Mapuche; La Virgem Loca, do México, monólogo da solidão, da loucura que conduz ao riso ou à gargalhada; Chrysalis, da Espanha, relação de uma dupla com seus encontros, desencontros e paixões; 1325, de Portugal, peça baseada na resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que exorta os Estados-Membros a incluir as mulheres na construção da paz.

Mais informações sobre a programação podem ser obtidas em www.memorial.org.br

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Roch in Rio confirma a presença de Florence And The Machine





A organização do Rock In Rio anunciou nesta quinta(28) que Florence And The Machine e 30 Seconds to Mars se apresentarão no dia 14 de setembro.

O line-up do segundo dia do evento está completo, e contará com Capital Inicial na abertura dos shows, em sequência 30 Seconds To Mars seguido de Florence And The Machine, e para encerramento, os britânicos da Muse.

Florence And the Machine estve recentemente no Brasil no festival Summer Soul, já a última vez de Jared Leto e sua turma foi em 2011.

O Rock In Rio 2013 será realizado nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.

A venda de ingressos para o Rock in Rio 2013 está prevista para abril de 2013. As entradas custarão R$260 (inteira) e R$130 (meia-entrada) e poderão ser adquiridas pelo site www.rockinrio.ingresso.com

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fonte:http://focka.mtv.uol.com.br/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Capital Ibero-Americana da Cultura, Montevidéu terá eventos o ano todo

Festivais de tango, música e gastronomia estão entre atividades previstas.
Prefeitura quer instalar plataformas virtuais de informação turística nas ruas.


Escolhida a Capital Ibero-Americana da Cultura de 2013, Montevidéu preparou uma programação especial que se estenderá por todo o ano.

Vista da cidade, com o Palácio Salvo iluminado (Foto: Divulgação/Uruguay Natural)

Em 1996, a cidade já havia recebido este título, concedido pela União das Cidades Capitais da Ibero-América. Para este ano, estão previstos festivais de teatro, dança, cinema e música entre outros eventos que podem ser curtidos por moradores e turistas.

A cerimônia inaugural será no dia 19 de janeiro, com um Desfile de Carnavais Ibero-Americanos na orla marítima da cidade.
Festivais de tango estão entre as atividades previstas (Foto: Divulgação/Descubrí Montevideo)

Entre os eventos que ocorrerão ao longo do ano, estão festivais de tango, uma semana de gastronomia, shows de novos compositores ibero-americanos, concertos de música clássica no Teatro Solís e uma exposição de arte pré-colombiana no Mapi (Museu de Arte Pré-colombiana e Indígena).


Um desfile de Carnaval vai inaugurar eventos
(Foto: Divulgação/Descubrí Montevideo)

Também está previsto um festival de música em pátios de conventos e outros edifícios antigos, murais coletivos de arte urbana em vários bairros e um festival de pipas.

A prefeitura da cidade promete instalar, em bairros turísticos, plataformas virtuais que mostrarão circuitos com trajetos autoguiados para os visitantes.

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fonte: globo.com

segunda-feira, 4 de março de 2013

A professora que se correspondia com Drumond


A história da professora que se correspondia com Drummond
Helena Maria Balbinot Vicari, de 72 anos, guarda 60 cartas que trocou com o autor mineiro



A professora, moradora de Guaporé, trocou cartas com o escritor durante 25 anosFoto: Fernando Gomes / Agencia RBS
Carlos André Moreira

carlos.moreira@zerohora.com.br
Carlos Drummond de Andrade era um missivista intenso, mesmo para uma época em que escrever cartas era comum. Sua correspondência com Mário de Andrade foi editada em mais de 600 páginas. A com Cyro dos Anjos, em mais de 300.

Em Guaporé, a 235 quilômetros de Porto Alegre, uma professora guarda 60 cartas – para ela, tão valiosas quanto.

Helena Maria Balbinot Vicari, 72 anos, começou a se corresponder com Drummond de Andrade quando tinha 21 anos, em 1961 (o poeta estava chegando aos 60). Ela era aluna da escola normal em Guaporé e queria manifestar solidariedade diante de uma pedra recorrente no caminho do autor mineiro: a má vontade da crítica.

– Uma professora comparou em um livro um poema da Cecília Meirelles e um do Drummond, para dizer que ela sim fazia poesia, e que ele provavelmente sumiria das vitrines das livrarias em alguns anos. Fiquei indignada e escrevi para ele que o achava o melhor, ainda que meus professores não concordassem – conta ela.

Correspondente atencioso, Drummond respondeu, em mensagem datada de 16 de junho de 1961. Agradecia as palavras gentis e enviava, atendendo ao pedido da leitora, um cartão de visitas autografado. De tempos em tempos, Helena retomava o contato e sempre recebia resposta – as cartas seguintes já falavam de uma maior aceitação de Drummond na escola (a professora havia mudado). "Para um autor de minha geração, é interessante verificar como rapazes e môças aceitam a poesia chamada modernista, que foi tão combatida e mesmo ridicularizada pelos professores de ginásio, por aí além", comemorava o poeta em novembro de 1962, ao saber que Helena e os colegas haviam realizado uma dramatização do drummondiano Noite na Repartição.

O contato foi sempre por escrito. Helena jamais conheceu o poeta, e só falou com ele por telefone uma única vez. A amizade epistolar durou até 1986 – um ano antes da morte dele. Helena mantinha Drummond informado de sua vida, seus progressos na escola normal, seu noivado e posterior casamento com Jurandir Vicari, o nascimento dos filhos, poemas que escrevera. Drummond sempre respondia, enviava versos, conselhos de alguém mais experiente (Drummond era quatro décadas mais velho).

Mais do que um testemunho da amizade de Helena com Drummond, as cartas que ela mantém bem guardadas nas folhas de plástico de um classificador preto são indício de uma relação ainda mais duradoura.

A convivência de Helena com a poesia.

Correspondência vai virar curta

É a própria Helena quem reforça essa impressão ao contar a história. Para falar das cartas a Drummond, recua até o momento em que descobriu o endereço do poeta, em um almanaque antigo. Aí se lembra de que precisa falar de como descobriu a poesia do autor, na adolescência, por meio da jornalista e poeta Lara de Lemos, que mantinha uma coluna de crônicas e poesia no Correio do Povo, e a quem Helena também escreveu.

– Ela me respondeu, e até me convidou para ir visitá-la em Torres, na praia. Bem que eu quis, mas meu pai disse: "ir pra casa de uma mulher que a gente nem conhece direito? Não vai". E eu não fui – relembra.

Certa ocasião, em 1960, quando precisou ir a Porto Alegre para fazer exames médicos, Helena aproveitou para visitar a escritora com quem se correspondia. Foi Lara quem apresentou a jovem estudante ao trabalho de Drummond, lendo o poema Consolo na Praia (aquele do "o primeiro amor passou / o segundo amor passou..."). Por sugestão de Lara, Helena comprou o mesmo livro, na Livraria do Globo – Poemas, coletânea lançada em 1959 pela José Olympio, que ela guarda até hoje.

Helena escreveu por desagravo ao que considerava a avaliação injusta de uma professora à obra de Drummond. Em outra ocasião, confrontou outra mestra que havia apresentado em uma aula, o poeta como teatrólogo.

– Eu pulei e disse: o Drummond não é teatrólogo, é poeta. Ela só me respondia: mas é o que está aqui no papel que eu tenho. Escrevi para ele e ele comentou que havia apenas autorizado adaptações de sua obra, mas não era homem de teatro. Quando mostrei a resposta, a professora ficou branca de susto – narra.

Helena é cuidadosa com suas lembranças. Além de manter intacta a maior parte da correspondência com Drummond – por ingenuidade, ela mesmo admite, recortou para dar a uma professora a assinatura do poeta na segunda carta que ele enviou. Também mantém guardada uma carta que recebeu de Cecília Meirelles, também em resposta a uma correspondência enviada pela leitora.

Outro autor que durante anos recebeu palavras atenciosas da missivista foi Moacyr Scliar. Muitas vezes, Scliar registrava o recebimento das cartas em notas curtas na coluna que mantinha em Zero Hora – Helena ainda guarda os recortes. Até hoje, anota os livros que leu, peças e filmes a que assistiu. Geralmente, nos mesmos cadernos e agendas em que escreve os versos que ainda compõe, embora nunca tenha publicado.

Professora na ativa até 2010 – aposentou-se mais pela exigência legal e menos por intenção plena –, Helena já foi tema de outras reportagens como esta. Uma delas foi publicada neste mesmo Segundo Caderno de ZH, em 2002. Outro texto, do jornalista Emiliano Urbim, para a revista Piauí, em 2008, foi o responsável indireto por Helena agora estar prestes a ser tema de um filme. A diretora Mirela Kruel, autora do curtaPalavra Roubada, leu a revista em uma viagem aérea voltando de Brasília. Chegou em Porto Alegre decidida a encontrar a correspondente do poeta em Guaporé. As conversas iniciais falavam em um curta de 15 minutos. Hoje, Mirela finaliza a preparação para começar as filmagens, possivelmente em abril. Financiado pelo Fumproarte, o filme vai equilibrar a voz de Helena contando a história e reencenações estreladas pelos Janaína Kraemer e Rodrigo Fiatt.

– Quero fazer um filme sobre a poesia, a própria criação poética – diz Mirela.

– Há três anos ela divide comigo esse sonho. Na primeira vez em que falou nisso, nem dormi à noite de nervosa. Mas confio nela – assevera Helena.

Depois de anos convivendo com a arte, ela está pronta para ser, ela própria, arte.



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fonte:zerohora.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Milhares de pessoas participam na última noite de Braga 2012




Milhares de pessoas participam na última noite de Braga 2012

22-12-2012

A Porta ficou Aberta, mas oficialmente a Capital Europeia da Juventude encerra a 31 de dezembro de 2012 e foram milhares as pessoas que participaram na última noite.

As celebrações começaram no Arco da Porta Nova, monumento emblemático da cidade de Braga, que celebra este ano o seu 5º centenário.

Deixamos a porta aberta a milhares de pessoas que por todo o centro histórico assistiram a várias performances de música, artes circenses ou instalações artísticas.

Durante toda a tarde e noite foi possível escrever no livro de visitas de Braga 2012 instalado no Largo do Paço, ouvir os concertos na Praça da República, no Largo do Paço ou na Praça do Município, ver os principais momentos de Braga 2012 espalhados um pouco por todo o centro histórico em fotografias gigantes.

A Capital Europeia da Juventude apostou ainda na distribuição do jornal da Capital, com as noticias dos eventos mais emblemáticos deste ano que agora termina, podendo assim os visitantes levarem uma recordação para casa.

Estamos todos a encaixotar um ano de grande empenho na dinamização de Braga. Daí que também no Largo Carlos Amarante um dos principais momentos da noite tivesse sido a performance da companhia do [EM]CAIXOTE. Em mais de 90 minutos a companhia residente da Capital Europeia da Juventude fez-nos transportara numa viagem pelo trabalho que desenvolveram entre março e outubro, de dinamização do centro histórico, nas noites de fim de semana.

As mais de 50 mil pessoas que visitaram Braga na noite de 22 de dezembro juntaram-se na Praça do Município para assistir aos últimos concertos de Os Azeitonas, Orelha Negra e Expensive Soul.

A Porta ficou aberta para o futuro e o Conselho de Administração da Fundação Bracara Augusta espera que a cidade consiga aproveitar a dinâmica, criatividade e empreendedorismo que se viveu em 2012.


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fonte: bragace.com.br