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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Eventos e Festivais · Festival Panorama chega à 22ª edição trazendo mais de dez ações educacionais


O PROGRAMA EDUCATIVO INCLUI LABORATÓRIOS, PROGRAMAS DE ESTÁGIO, DEBATES E ENCONTROS DE PESQUISA

Neste 22ª edição do Festival Panorama, maior evento de dança e artes do corpo do Brasil e um dos mais importantes da América Latina, o público terá acesso a mais de 23 atrações em teatros e centros culturais cariocas, incluindo performances de artistas internacionais. Além de cultura, entretenimento e lazer, o evento aposta em uma série de atividades que buscam o desenvolvimento educacional, sob o selo “Programa Educativo”. Este projeto busca promover a experimentação artística e a reflexão por meio da relação dos diferentes públicos com a arte contemporânea. Preocupado em expandir sua atuação também para a formação profissional e de espectadores, o Festival constrói laços de parceria com o poder público, instituições educativas e culturais, comunidades, ONGs, es¬colas públicas e particulares, univer¬sidades, espaços culturais, museus e programas educativos, sociais e culturais do município e do Estado do Rio de Janeiro, possibilitando entrada franca nos espetáculos.

Na programação 2013, as atividades que estimulam pensamento e crítica, assim como as iniciativas de formação de espectadores, estão presentes em oficinas, seminários, laboratórios, encontros com educadores, exibição de filmes, espetáculos infantis e juvenis. Também faz parte do Educativo do Panorama o investimento no Programa de Voluntariado e de Estágios em parceria com universidades.

Laboratório de Crítica

Nesta edição, o Festival realiza pela segunda vez o “Laboratório de Crítica”. A atividade, produzida em parceria com o Curso de Teoria da Dança do Departamento de Arte Corporal da EEFD-UFRJ, é coordenada pelo professor Sérgio Andrade. O Laboratório tratará de temas como o olhar crítico diante de uma obra de dança, a crítica como dispositivo de tradução e a crítica na mídia.

Programa de Estágios

Em parceria com o Curso de Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Panorama desenvolve um programa de estágios para estudantes de graduação que desejam atuar como mediadores culturais do Projeto Educativo, facilitando o diálogo entre os diferentes públicos e a programação artística.

Laboratório Universitário

Dando continuidade ao projeto, o LabUni 2013 ocupa o Oi Futuro com três dias de encontros (5 a 7 de novembro) entre pesquisadores e grupos de pesquisa atuantes nas universidades do Rio e do Brasil, e que se dedicam à pesquisa em artes, tendo o corpo e a performance como foco de estudo. O evento é realizado em parceria com o Departamento de Arte Corporal da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Serão aceitas quatro propostas por dia, com uma hora e meia cada para compartilhar sua pesquisa e discutir com o público (composto pelos integrantes dos demais projetos selecionados e pelos inscritos previamente).

Programa de Voluntariado

Desde 2009, o Panorama investe na formação de voluntários como uma oportunidade de inserção de jovens estudantes no mercado de trabalho. O Festival se configura como um ambiente de aprendizagem por meio de um percurso formativo que inclui a vivência no dia a dia do evento em diferentes áreas, além de proporcionar a participação dos voluntários em Oficinas de Gestão e Produção Cultural.

Formação com Professores no MAR

O Programa de Formação com Professores do Museu de Arte do Rio (MAR) convida o professor a trabalhar os conteúdos das exposições e ações desenvolvidas na Escola do Olhar. O objetivo é colaborar com o professor no desenvolvimento de atividades que possam acontecer antes e depois da visita ao museu com os alunos. Em parceria com o Festival Panorama, o Programa de Formação com Professores do MAR oferece o curso Como se guarda o movimento?, que vai explorar a exposição Retrospectiva, de Xavier Le Roy.

Panorama nas Arenas

Este ano, o Festival inicia uma inédita parceria com as Arenas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. As Arenas da Pavuna e da Penha vão receber oficinas de dança contemporânea com o coreógrafo africano Marcel Gbeffa, do Benin, e exibição de filmes do acervo da Videoteca Panorama. Serão exibidos filmes do universo do hip-hop e da dança de rua em uma sessão especialmente pensada para os dois espaços.

Ponto de Cultura Espaço Panorama

O Ponto de Cultura Espaço Panorama conecta e potencializa ações contínuas da Associa¬ção Cultural Panorama nascidas dentro do Festival Panorama mas que passaram a ter vida própria. São iniciativas de produção, formação e sensibilização para a dança em projetos de fomento, apoio e disseminação da dança contemporânea em nível nacional e internacional. Suas principais atividades são as oficinas de sensibilização pela dança e as atividades rela-cionadas à Videoteca Panorama. O Ponto de Cultura Espaço Panorama é parte do progra¬ma Cultura Viva, do Ministério da Cultura, conveniado pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Videoteca Panorama

A Videoteca Panorama conta com quase 2 mil títulos de dança, entre registros de es¬petáculos, performances e videodanças. O acervo está aberto ao público desde 2011 e vem recebendo contribuições constantemente. Não possui fins lucrativos e seu objetivo é auxiliar o desenvolvimento do campo artístico da dança, através da ampliação do acesso a registros de obras.

Desde sua inauguração no Ponto de Cultura, a Videoteca já atendeu a centenas de pes¬soas, seja em visitas à sua sede, em projetos de itinerância ou em participações em eventos próprios ou de instituições parceiras. A Videoteca também está presente na replicação de seu acervo nas bibliotecas das faculdades de dança.

Videoteca Panorama na rua

O projeto Videoteca Panorama na Rua! exibe seus títulos a cada primeira quarta-feira do mês. Em plena Rua da Lapa, em frente ao número 213, no Centro do Rio de Janeiro, as exi¬bições divulgam o acervo e os demais projetos da Videoteca, dão visibilidade a profissionais de dança/mídia e apresentam temas ligados à arte da dança. Após cada sessão, ali mesmo na praça, acontece uma conversa com convidados sobre os conteúdos que acabaram de ser exibidos, valorizando a ocupação do espaço público e ampliando o acesso da população do entorno à produção de dança e suas interlocuções. #Vemprarua!

Aulas e oficinas

As oficinas do Ponto de Cultura da Associação Cultural Panorama visam criar um espaço de formação continuada, com atividades relacionadas à prática e à teoria da dança con¬temporânea para um público diverso. As oficinas já passaram por vários bairros – e até por outros municípios do estado. Estiveram em locais como o Presídio Feminino Talavera Bru¬ce, o Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira,Vilas Olímpicas e teatros da Zona Norte e Oeste do Rio, pontos de cultura em comunidades de todo o estado. Atualmente, o Ponto de Cultura mantém duas oficinas: aulas de dan¬ça no Hospital Psiquiátrico do IPUB / UFRJ e o projeto Sensibilizando o olhar… Dançando, desenvolvido em quatro escolas municipais da Zona Oeste do Rio de Janei¬ro.

Seminário Documentos - Movimentos

De 29 de outubro a 1º de novembro, há um espaço de reflexão sobre a programação do Panorama 2013. O seminário inaugura a parceria entre o Festival e o Museu de Arte do Rio, MAR, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do Departamento de Arte Corporal. Partindo da questão das remontagens e reencenações de vários formatos e abordagens que atravessam a pro¬gramação deste ano, o seminário reúne artistas e teóricos brasileiros e internacionais para discutir esta pratica artística e seu contexto histórico e político. O Panorama 2013 olha para alguns momentos históricos das vanguardas do século 20 e para as possibilidades de pensar o trânsito entre o movimento-corpo e o movimento-social. Xavier Le Roy e Christophe Wavelet, Louis Weaver e Olívia Grandville, André Lepecki, e Bojana Cvejic, são os artistas participantes dos debates.

Sobre o Festival Panorama

Criado pela coreógrafa Lia Rodrigues em 1992, o Festival Panorama nasceu do desejo de se construir um espaço para apresentação e discussão da dança contemporânea no Rio de Janeiro. Ao longo dos seus 21 anos de história, o evento já reuniu mais de 350 companhias nacionais e internacionais, ficando reconhecido como um dos festivais de artes do corpo mais importantes da América Latina.

Sem fins lucrativos, o Panorama se diferencia por possibilitar o acesso democrático ao universo da experimentação artística. Inicialmente centrado na dança, seguiu a própria tendência da dança contemporânea de mesclar linguagens e se tornou um evento multidisciplinar que contempla projetos em que a matéria-prima artística é o corpo e os resultados são surpreendentes. Seu principal objetivo é provar que excelência artística e ingresso popular é uma combinação não só possível, mas também a mais democrática.

Preocupado em expandir sua atuação também para a formação profissional e de público, o Festival constrói laços de parceria com universidades, escolas e organizações no intuito de promover o conhecimento artístico.

Oferecendo palestras e propondo discussões, o Panorama trabalha com a preparação de crianças e jovens para o contato com o conteúdo de experimentação artística. No ano passado, mais de dois mil ingressos distribuídos pelo festival possibilitaram que crianças, adolescentes e adultos – e seus professores – de diferentes contextos sociais tivessem o seu primeiro contato com espetáculos de artes cênicas.

O Festival Panorama tem como diretores Nayse López (diretora geral), Catarina Saraiva (diretora artística e de produção) e Renato Saraiva (diretor executivo), e é realizado pela Associação Cultural Panorama, dirigida por Eduardo Bonito e Nayse López.

Apresentação: Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro
Incentivo: Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro
Coapresentação: Oi e BNDES
Coapresentação Panorama na Cidade das Artes: Fundação Cidade das Artes
Patrocínio Senior: Petrobras, Funarte
Patrocínio: Caixa, Portugal Telecom
Parceria: Oi Futuro
Apoio: MAR e CCBB



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terça-feira, 14 de maio de 2013

Eventos e Festivais: Peça João e Maria será apresentada no Café Concerto e Eventos


Espetáculo vai acontecer no domingo, 19, no Iguassu Boulevard





A exibição de peças teatrais é considerada por especialistas da arte, uma grande ferramenta de socialização e difusão da cultura. Mais do que isso, a prática frequente da atividade ajuda em situações onde se é necessário trabalhar a criança em todos os sentidos, seja do modo prático, criativo, funcional, emocional ou até mesmo psíquico.

É com este propósito que no próximo dia 19 (domingo), o ‘Café Concerto e Eventos’ traz para Foz do Iguaçu a produção infantil “João e Maria”. A peça retrata uma mistura do imaginário e do real, apresentando episódios já conhecidos da tradicional história, mas também novas metáforas atuais ao mundo infantil. Com uma produção profissional e um cenário lúdico, a peça será apresentada em duas sessões umas às 16h e outra às 18h, no Iguassu Boulevard.

A adaptação do conto clássico infantil é da Associação Centro de Pesquisa Teatral (ACPT), de Cascavel. A peça foi montada em 1999, sendo a primeira produção voltada para o público infantil da Companhia. Além disso, o espetáculo já ganhou o prêmio de melhor peça em festivais de teatro em Campo Mourão e Guarapuava. Embora seja uma peça infantil, jovens e adultos também se encantam com a produção.

Para mais informações, (45) 3025-2344 ou 3025-2337.

http://www.clickfozdoiguacu.com.br/

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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eventos e Festivais: Grupo Giramundo estreia espetáculo



Da Redação

Considerado um dos papas do teatro de bonecos no Brasil, Álvaro Apocalypse, diretor e fundador do grupo mineiro Giramundo, morreu em 2003 deixando um legado preciosíssimo. Nos 33 anos em que esteve à frente da companhia, na qual atuavam ainda sua mulher, Terezinha Veloso, e Madu Vivacqua, o artista plástico foi responsável por quase todo o processo criativo das montagens.

Dez anos após sua morte, essa missão está com a filha, Beatriz Apocalypse. Em parceria com Marcos Malafaia e Ulisses Tavares, ela vem perpetuando a brilhante história da trupe. Na quinta (11), o trio estreia Aventuras de Alice no País das Maravilhas.

O 34º espetáculo no currículo do grupo - o último da trilogia Mundo Moderno, que, neste ano, já levou aos palcos belo-horizontinos as montagens Vinte Mil Léguas Submarinas (de 2007) e Pinocchio (de 2005) - põe em cena um Giramundo de cara nova, com um boneco digital manipulado em tempo real graças à tecnologia motion capture, comum no cinema, mas rara no teatro.

As novidades do grupo não param por aí. Eles estão prestes a tirar do papel o sonho de lançar a própria linha de produtos, com camisetas, CDs e DVDs, e ainda se preparam para reabrir o Museu Giramundo, na Floresta, que foi criado há doze anos e fechado há dois para reforma. “Estamos sacramentando tudo o que aprendemos nesses anos”, afirma Beatriz. “Talvez seja o começo de um novo ciclo”.

Na adaptação do clássico escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll (1832-1898), 55 bonecos dividem o palco com o ator Beto Militani, que faz as vezes do escritor no papel de narrador da história. Fiel à tradição de incorporar novas linguagens cênicas, a companhia investiu nas tecnologias que valorizam a qualidade do movimento e a presença do marionetista no palco.

Aventuras... dialogam com as artes plásticas, com o vídeo e com a música. “Alice é uma peça que permite essa liberdade”, diz o diretor Malafaia. Foram três longos anos de produção para chegar ao formato que será apresentado no Teatro Bradesco.

Longe do Giramundo desde 1996, a artista plástica Madu Vivacqua foi convencida a voltar para aplicar sua experiência na supervisão dos bastidores. “Quando a convidamos, ela deixou claro que só ia dar alguns pitacos, mas desde o primeiro momento ficou envolvidíssima”, conta Beatriz.

“Não significa que ela retornou definitivamente para o grupo. Acho difícil isso acontecer, mas, enquanto ela estiver voltando, está bom”, brinca. Afora o encantamento natural proporcionado pela arte milenar, conduzida por marionetistas experientes e novatos, a performance ainda é incrementada com participações mais do que especiais.

O elenco reúne, entre outros artistas, o ex-mutante Arnaldo Baptista, que faz a voz do Chapeleiro Maluco, e Fernanda Takai, que dubla a pequena Alice. A cantora, aliás, faz mais do que emprestar o seu inconfundível timbre à protagonista da peça. Ela e seu marido, o músico John Ulhoa, parceiros do Giramundo desde a produção do show Música de Brinquedo, do Pato Fu, assinam as 27 canções da trilha sonora original, que, segundo a dupla, pode acabar virando um CD.

Depois que tiverem passado pelas principais cidades do país, e talvez também do exterior, os bonecos criados para o novo espetáculo poderão ser vistos no Museu Giramundo, que reabrirá suas portas na primeira quinzena de julho graças a uma parceria com a instituição de ensino Fumec.

Eles completarão o acervo de quase 1?300 feitos dos mais diferentes materiais - desde cerâmica, madeira e gesso até acrílico, pano e papel, em diversos formatos, tamanhos e cores.

Inicialmente, a visitação será aberta apenas para escolas. Depois, todo o público poderá conferir os 43 anos da tradição bonequeira, iniciada numa época em que, com exceção do mamulengo nordestino, eram comuns apenas fantoches de luva e bonecos de fio usados para entretenimento infantil.

“O trabalho do Giramundo é muito consistente do ponto de vista estético e da mistura de linguagens”, analisa Fernando Mencarelli, professor do curso de artes cênicas da UFMG. Mola propulsora do teatro de animação no Brasil, o grupo hoje compete em pé de igualdade com concorrentes internacionais como a Cia Phillipe Genty, da França, a Forman Brothers Theatre, da República Checa, e a Tof Theatre, da Bélgica.

“Além de competência técnica, a companhia acumula um acervo único, que é uma verdadeira preciosidade”, resume Lelo Silva, coordenador do Festival Internacional de Bonecos de BH e fundador do grupo Catibrum. De brincadeira de criança, o Giramundo já provou que não tem nada. (Com Veja)

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fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/